Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Vídeo-MOC

VOLUME 09 ● NÚMERO 02

Adjuvância para câncer de mama HER-2 Positivo

O Brasil recebeu em fevereiro de 2018 a aprovação de pertuzumabe na adjuvância para pacientes com tumores de mama HER-2 positivos com risco alto de recorrência, e o MOC preparou um Vídeo-MOC para falar sobre a importância dessa aprovação.

Com participação especial do mais novo editor do MOC, Dr. Carlos H. Barrios e moderação do Dr. Antonio Carlos Buzaid, este Vídeo-MOC traz uma visão geral do tratamento anti-HER2 para câncer de mama, depois apresenta os dados do importante estudo APHINITY, que levou à aprovação de pertuzumabe na adjuvância no Brasil e finaliza com a apresentação do algoritmo de tratamento.

Dr. Barrios inicia a aula colocando em perspectiva estudos com trastuzumabe na década de 2000 que revolucionaram o tratamento das pacientes com doença HER-2 positiva no cenário adjuvante (HERA, BCIRG 006, NCCTG N9831 e NSABP B-31), os quais mostram de forma consistente benefícios em sobrevida livre de doença e sobrevida global.

Os resultados dos estudos foram acompanhados por longo prazo e mostraram que embora os dados sejam positivos do ponto de vista de recorrência, há espaço para melhorar nessa área, isto é, reduzir o número de mortes.

Uma das estratégias é o duplo bloqueio, isto é, bloquear a via do HER2 em dois pontos diferentes, o que se consegue com a introdução do pertuzumabe + trastuzumabe, conforme mostra o importante estudo APHINITY, apresentado na ASCO 2017.

Com mais de 4800 pacientes randomizadas, o estudo fase III APHINITY introduziu o conceito do duplo bloqueio em combinação com quimioterapia tradicional e diminuiu de forma significativa a sobrevida livre de doença invasiva (19% comparado com placebo).

O tratamento com pertuzumabe + trastuzumabe apresentou benefícios de forma homogênea em todos os subgrupos, especialmente no grupo de pacientes gânglios positivos e receptores hormonais negativos.

Os dados do estudo APHINITY, segundo Dr. Buzaid, trazem mais uma opção de tratamento para os oncologistas no tratamento de pacientes com doença de risco alto de recorrência.

Publicado em 27/04/2018.

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