Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Vídeo-MOC

VOLUME 11 ● NÚMERO 18

CÂNCER DE MAMA NA PRÁTICA – CASO CLÍNICO 04
USO DE T-DM1 EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA HER-2 POSITIVO COM DOENÇA RESIDUAL APÓS TRATAMENTO NEOADJUVANTE.

O tratamento do câncer de mama HER-2 positivo localmente avançado apresentou avanços importantes nos últimos anos. Desde o benefício demonstrado pela terapia neoadjuvante com bloqueio do HER-2 até a estratificação das pacientes para esquemas de tratamento adjuvante baseados em fatores de risco e na resposta patológica ao tratamento pré-operatório, as alternativas de tratamento têm se ampliado possibilitando maiores chances de cura para as pacientes com essa doença.

Nesse contexto, o estudo de fase III KATHERINE avaliou o tratamento com T-DM1 (trastuzumabe emtansina) em pacientes com câncer de mama HER-2 positivo com doença residual após tratamento neoadjuvante com terapia anti-HER-2 combinado à quimioterapia. Foram randomizadas 1.486 pacientes para receber T-DM1 ou trastuzumabe por 14 ciclos, após apresentarem falha na obtenção de resposta patológica completa (em mama ou linfonodos axilares) com tratamento quimioterápico neoadjuvante prévio (baseado em poliquimioterapia com taxano e trastuzumabe, com ou sem associação de pertuzumabe). Destaca-se que 75% das pacientes receberam regime quimioterápico contendo antracíclico e apenas 20% receberam pertuzumabe como parte do tratamento neoadjuvante. Com seguimento mediano de 40 meses, o estudo atingiu seu desfecho primário, promovendo uma redução relativa de 50% no risco de recorrência de doença invasiva ou morte, no grupo tratado com T-DM1 em detrimento de trastuzumabe na adjuvância (HR=0,50; IC de 95%: 0,39-0,64; p<0,001). Houve ainda 40% de redução no risco de recidiva à distância no grupo tratado com o anticorpo conjugado à droga (HR=0,60; IC de 95%: 0,45-0,79). Os dados de sobrevida global ainda são imaturos na presente análise, mas já parecem indicar abertura das curvas de sobrevida, favorecendo uso de T-DM1 (HR=0,70; IC de 95%: 0,47-1,05)1.

Confira nesse Vídeo-MOC uma enriquecedora discussão entre o Dr. Max Mano, oncologista líder em câncer de mama do Grupo Oncoclínicas e o Dr. Antonio C. Buzaid, editor do MOC, contemplando o algoritmo do tratamento do câncer de mama HER-2 positivo.

  1. N Engl J Med. 380(7):617, 2019.

 

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