Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Vídeo-MOC

VOLUME 11 ● NÚMERO 17

CEMIPLIMABE EM CARCINOMA ESCAMOCELULAR DE PELE

O carcinoma de pele do tipo escamoso é uma doença que apresenta grande relação com a imunidade, fato esse demonstrado pelo aumento no risco do desenvolvimento da doença em pacientes transplantados que fazem uso de terapia imunossupressora1, como também pela alta carga mutacional apresentada por esse tumor2.

Classicamente, o tratamento da doença avançada é pautado no uso de quimioterapia, porém com eficácia limitada3. Entretanto, o tratamento multimodal é frequentemente necessário no manejo dessa doença4, apresentando resultados favoráveis, principalmente no uso de quimioterapia combinada a radioterapia5.

Recentemente, o uso de inibidores de checkpoint vem sendo avaliado no tratamento dessa patologia. O anticorpo monoclonal anti-PD-1 cemiplimabe, aprovado pela ANVISA, foi avaliado no tratamento de carcinomas de pele do tipo escamoso no estudo de fase II com braço único EMPOWER-CSCC-1. Resultados atualizados desse estudo foram apresentados na ASCO Virtual Meeting 2020. Com um seguimento mediano de 15,7 meses, a taxa de resposta ao tratamento com cemiplimabe foi 46,1%, com 16,1% de respostas completas. A duração de resposta não foi alcançada, entretanto, 69,4% daqueles que apresentaram resposta mantiveram o benefício por ao menos 24 meses. A sobrevida livre de progressão mediana foi 18,4 meses, e a mediana de sobrevida global não foi alcançada na presente análise dos dados, porém 73,3% dos pacientes apresentavam-se vivos 24 meses após o início do tratamento. O inibidor de checkpoint foi bem tolerado, com 48,7% dos pacientes apresentando eventos adversos de graus maior ou igual a 3, e apenas 9,8% dos pacientes descontinuaram o tratamento em decorrência de toxicidades6.

Confira neste Vídeo-MOC uma revisão sobre o tratamento do carcinoma de pele do tipo escamoso,  com apresentação do Dr. Rafael Schmerling, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e vice-presidente do Grupo Brasileiro de Melanoma, e participação do Dr. Eduardo Bertolli, cirurgião oncológico do A.C. Camargo Cancer Center e da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Veja também a discussão de um caso clínico sob a moderação do Dr. Antonio C. Buzaid, editor do MOC.

  1. JAMA Dermatol 155:3017, 2019. 
  2. N Engl J Med 377:2500, 2017. 
  3. Am J Clin Oncol 39:545, 2016. 
  4. Eur J Cancer 96:34, 2018. 
  5. Head Neck 39:679, 2017. 
  6. J Clin Oncol 38:abstr 10018, 2020.

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