Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

GIST

Nova terapia-alvo aprovada nos EUA para o tratamento do tumor estromal gastrointestinal (GIST)

O FDA (Food and Drug Administration) aprovou, em 9 de janeiro, o tratamento com avapritinibe para pacientes com tumores estromais gastrointestinais (GIST) irressecáveis ou metastáticos com mutação de PDGFRA (platelet-derived growth factor receptor alpha) no éxon 18.  A droga atua como um inibidor seletivo de quinase de KIT e PDGFRA, incluindo a mutação de PDGFRA D842V, que predomina no éxon 18, e se caracteriza por sua resistência às terapias disponíveis até o momento.

O tumor estromal gastrointestinal é uma neoplasia rara que acomete indivíduos entre 50-80 anos de idade e usualmente envolve o estômago ou o intestino delgado. A apresentação clínica mais comum é através de hemorragia do trato digestório, entretanto por vezes o tumor é assintomático e acaba sendo um achado incidental em exames de imagem. Do ponto de vista etiológico, essa neoplasia frequentemente está relacionada a mutações nos genes KIT ou PDGFRA.

A aprovação de avapritinibe é baseada nos resultados do estudo de fase I NAVIGATOR, que avaliou 43 pacientes com GIST avançado com mutações no éxon 18 do PDGFRA (38 deles com D842V). A taxa de resposta ao tratamento foi de 84%, com 7% de respostas completas. Especificamente no subgrupo de pacientes portadores da mutação D842V, a taxa de resposta foi de 89%, com 8% de respostas completas. Dentre a população total do estudo que apresentou algum grau de resposta, 61% deles mantiveram o benefício por ao menos 6 meses.

A dose recomendada para o tratamento é de 300 mg VO diariamente, e os efeitos adversos mais comuns apresentados pelos pacientes foram edema, náusea, fadiga, alterações cognitivas, vômitos, redução do apetite, diarreia, alterações na coloração do cabelo, lacrimejamento, dor abdominal, constipação, rash e tonturas.

Dr. Rafael Schmerling, oncologista da BP –  A Beneficência Portuguesa de São Paulo, destaca: “até o momento, a mutação D842V era o principal obstáculo para o tratamento de GIST com esta alteração. A possibilidade de um bloqueio específico desta mutação viabiliza o tratamento de um subtipo primariamente resistente aos inibidores de tirosina quinase do gene KIT. Uma outra oportunidade será a possibilidade de mais uma alternativa para pacientes que desenvolvam resistência secundárias às drogas disponíveis, permitindo uma quarta linha de tratamento para GIST”.

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida

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