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Trastuzumabe deruxtecana recebe aprovação para o tratamento de primeira linha do câncer de mama avançado nos EUA
Em 15 de dezembro de 2025, o Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso de trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) em combinação com pertuzumabe como tratamento de primeira linha para pacientes adultas com câncer de mama HER-2 positivo irressecável ou metastático (imunohistoquímica 3+ ou teste de hibridização in situ positivo).
A eficácia e a segurança da combinação foram avaliadas no estudo DESTINY-Breast09, estudo global, multicêntrico, randomizado, de três braços, que incluiu 1.157 pacientes com câncer de mama avançado ou metastático HER-2 positivo (imunohistoquímica 3+ ou teste de hibridização in situ positivo), sem quimioterapia prévia ou terapia anti-HER-2 para doença avançada, ou que haviam recebido tratamento neoadjuvante/adjuvante há mais de seis meses do diagnóstico metastático (uma linha prévia de terapia endócrina foi permitida). As pacientes foram randomizadas (1:1:1) para T-DXd associado a pertuzumabe, THP (docetaxel ou paclitaxel, trastuzumabe e pertuzumabe) ou uma T-DXd em monoterapia, administrados por via intravenosa a cada três semanas até progressão ou toxicidade limitante.
O desfecho primário foi sobrevida livre de progressão avaliada por revisão central independente cega, com desfechos secundários incluindo sobrevida global e taxa de resposta objetiva confirmada. A idade mediana foi de 54 anos, 82% tinham < 65 anos, 52% apresentavam doença de novo e 48% doença recidivada; 53% apresentavam tumor com expressão de receptores hormonais positiva e 47% negativa, e 31% das pacientes apresentavam mutação PIK3CA.
A mediana de sobrevida livre de progressão foi de 40,7 meses no braço com T-DXd mais pertuzumabe versus 26,9 meses no braço THP (HR=0,56; IC de 95%: 0,44-0,71; p<0,0001), com taxa de resposta objetiva confirmada de 87% e 81%, respectivamente. No momento da análise, os dados de sobrevida global eram imaturos, com 126 óbitos (16%) no conjunto dos braços. Eventos adversos graves ocorreram em 27% das pacientes tratadas com a combinação. Os eventos adversos mais comuns (≥ 20%), incluindo alterações laboratoriais, foram: leucopenia, anemia, neutropenia, náuseas, aumento de transaminases, diarreia, linfopenia, plaquetopenia, elevação da fosfatase alcalina sanguínea, hipocalemia, fadiga, alopecia, vômitos, infecção do trato respiratório superior, constipação, redução do apetite, perda de peso, COVID-19, dor musculoesquelética, aumento da bilirrubina sanguínea e dor abdominal. O perfil de segurança incluiu alertas e precauções para neutropenia e disfunção ventricular esquerda.
Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida