Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Carcinomas Uterinos

Novo agente anti-PD-1 é aprovado para o tratamento do câncer de endométrio nos EUA

O FDA (Food and Drug Administration) anunciou em 22 de abril de 2021 a aprovação acelerada do agente anti-PD-1 dostarlimabe para o tratamento de pacientes com câncer de endométrio avançado ou recidivado com deficiência de mismatch repair (dMMR) previamente expostos a um regime quimioterápico baseado em platina.

Essa aprovação é baseada nos dados da coorte A1 do estudo GARNET, que avaliou o uso de dostarlimabe no tratamento de 71 pacientes portadoras de câncer de endométrio avançado ou recidivado apresentando dMMR previamente tratadas com quimioterapia baseada em platina. Os principais desfechos de eficácia avaliados foram a taxa de resposta e a duração de resposta.

A taxa de resposta ao imunoterápico foi de 42,3%, com 12,6% de respostas completas. O intervalo mediano de duração do benefício não foi atingido, porém 93,3% das pacientes mantiveram resposta por ao menos 6 meses. Na avaliação de segurança, 34% das pacientes apresentaram eventos adversos graves, e os eventos adversos de graus ≥ 3 apresentados em maior frequência foram anemia e elevação de transaminases.

A dose recomendada de tratamento é dostarlimabe 500 mg, via intravenosa, a cada 3 semanas por 4 ciclos, seguido de alteração do regime para a administração de 1000 mg a cada 6 semanas nos ciclos subsequentes.

A Dra. Juliana Martins Pimenta, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo comenta: “novas importantes aprovações pelo FDA têm beneficiado pacientes com câncer de endométrio metastático, incluindo pembrolizumabe e lenvatinibe para pacientes com ausência de instabilidade de microssatélites, pembrolizumabe para neoplasias avançadas com dMMR independente da histologia ou sítio primário tumoral, e, mais recentemente, dostarlimabe para pacientes com câncer de endométrio com dMMR. Após um longo período sem grandes avanços terapêuticos para essa neoplasia, os imunoterápicos têm obtido importantes taxas de resposta em pacientes previamente tratadas na doença metastática, e dostarlimabe pode beneficiar as pacientes com câncer de endométrio que possuem dMMR, correspondendo a cerca de 20%-30% da população com doença avançada”.

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida

Continue sua leitura

Mais informações e estudos no MOC Tumores Sólidos

Acessar MOC

Seja o primeiro a saber das novidades, cursos e novos manuais que serão lançados.

Cadastre-se abaixo para ter acesso:

Seu e-mail
Sua área de atuação

Sobre quais áreas você tem interesse de receber conteúdos?