Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

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Formulação subcutânea de amivantamabe é aprovada nos EUA

Em 17 de dezembro de 2025, o Food and Drug Administration (FDA) aprovou a formulação subcutânea de amivantamabe associada à hialuronidase (amivantamabe SC) para uso em pacientes adultos em todas as indicações já aprovadas para a formulação intravenosa de amivantamabe. A nova apresentação amplia as opções de administração do anticorpo biespecífico anti-EGFR/MET, mantendo as indicações previamente estabelecidas para câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), conforme detalhado nas respectivas bulas aprovadas.

A segurança e a eficácia da formulação subcutânea foram avaliadas no estudo PALOMA-3, um ensaio clínico randomizado, aberto, multicêntrico e multirregional, que incluiu 418 pacientes adultos com CPCNP localmente avançado ou metastático portadores de deleções no éxon 19 do EGFR ou mutação de substituição L858R no éxon 21.

Os pacientes foram randomizados na proporção 1:1 para receber amivantamabe SC associado a lazertinibe ou amivantamabe intravenoso associado a lazertinibe. Os desfechos primários contemplaram parâmetros farmacocinéticos, incluindo concentrações mínimas em estado de equilíbrio, além de análises descritivas de taxa de resposta objetiva, sobrevida livre de progressão e sobrevida global.

Na dosagem recomendada a cada duas semanas, a razão geométrica média (GMR) observada (IC 90%) para o AUC Dia 1-Dia 15 do Ciclo 2 foi de 1,03 (IC de 90%: 0,98-1,09) e para o Ctrough em estado de equilíbrio no Ciclo 4 Dia 1 foi de 1,43 (IC de 90%: 1,27-1,61).

Para a dosagem recomendada a cada três semanas, os GMRs simulados para a concentração média do Ciclo 2 Dia 1 ao Dia 21 foram de 1,20 (IC de 90%: 1,15-1,26) e para o Ctrough em estado de equilíbrio foi de 1,32 (IC de 90%: 1,23-1,42), com os limites inferiores dos GMRs também acima do limite pré-especificado de 0,8 para comparabilidade.

Desta maneira, os resultados demonstraram comparabilidade farmacocinética entre as formulações e não evidenciaram diferenças clinicamente relevantes em eficácia, nem efeito deletério potencial em sobrevida global. O perfil de segurança foi globalmente semelhante entre os braços, com destaque para menor incidência de reações sistêmicas relacionadas à administração com a via subcutânea (13%) em comparação às reações relacionadas à infusão observadas com a formulação intravenosa (66%). Reações adversas graves ocorreram em 33% dos pacientes que receberam amivantamabe SC em combinação com lazertinibe. As reações adversas graves em ≥ 2% dos pacientes que receberam amivantamabe SC em combinação com lazertinibe incluíram doença pulmonar intersticial/pneumonite (6%); e pneumonia, eventos tromboembólicos venosos e fadiga (2,4% cada).

A posologia recomendada baseia-se no peso corporal basal do paciente e varia conforme a indicação específica, devendo-se consultar a bula para orientações detalhadas de dose e esquema.

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida

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