Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Neoplasias Hematológicas

Inibidor de MEK recebe aprovação nos EUA para o tratamento de tumores raros

No dia 02 de novembro de 2022, o FDA (Food and Drug Administration) aprovou o uso do inibidor de MEK cobimetinibe para o tratamento de pacientes adultos com diagnóstico de neoplasias hematológicas denominadas histiocitoses, dentre as quais estão incluídas: doença de Erdhein-Chester, doença de Rosai-Dorfman e histiocitose das células de Langerhans.

A aprovação foi baseada na coleta dos dados de um estudo fase II conduzido no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, incluindo 26 pacientes, independente da presença de alterações genômicas. Foi permitida a inclusão de pacientes com mutações de BRAF V600 após exposição prévia a inibidor de BRAF. Cobimetinibe foi administrado por 21 dias, seguidos de 7 dias de pausa, em ciclos de 4 semanas, com a opção da descontinuação do tratamento após 12 ciclos de tratamento e possibilidade de reexposição em caso de progressão ou recidiva. Dentre a população avaliada, 4 pacientes possuíam diagnostico de histiocitose das células de Langerhans, 4 com doença de Rosai-Dorfman, 13 com doença de Erdheim-Chester, 2 com xantogranulomas e 3 com histiocitoses mistas. A idade mediana dos pacientes foi 50,5 anos e a maioria dos pacientes não apresentava mutação de BRAF (n=20).

Com seguimento mediano de 11,4 meses, o estudo demonstrou taxa de resposta a cobimetinibe de 76,9% na avaliação por PET e 46,2% na avaliação através de exames convencionais por RECIST, com tempo mediano para resposta de 2,0 meses e duração mediana de resposta de 31 meses. A avaliação completa dos dados, incluindo dados atualizados de segurança, ainda não foi reportada. Porém em uma publicação prévia deste mesmo estudo, 56% dos pacientes necessitaram de redução de dose e os eventos adversos reportados em maior frequência em qualquer grau foram: rash cutâneo (83%), diarreia (72%), elevação de CPK (61%), hipomagnesemia (56%), elevação de fosfatase alcalina (50%), elevação de transaminases (44%), náuseas (39%) e anemia (33%).

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida

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