Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Colorretal

Aprovada combinação de imunoterapia para tratamento do câncer colorretal metastático nos EUA

Em 11 de julho de 2018, a agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou a combinação do anticorpo monoclonal anti-PD-1 nivolumabe associado ao anticorpo monoclonal anti-CTLA-4 ipilumumabe para tratamento do câncer colorretal metastático em pacientes com instabilidade de microssatélite-high (MSI-H) ou deficiência de mismatch repair (dMMR), após exposição prévia a tratamento sistêmico baseado em fluoropirimidina, oxaliplatina ou irinotecano.

Esta aprovação baseia-se nos resultados de taxa de resposta e duração de resposta obtidos em um subgrupo de pacientes pertencentes a uma das coortes do estudo de fase II CheckMate-142. Os pacientes  haviam recebido ao menos uma linha de tratamento prévio para doença metastática e foram submetidos a tratamento com nivolumabe associado a ipilimumabe. Dentre a totalidade de 199 pacientes dessa coorte, 82 deles haviam recebido algum tratamento sistêmico prévio com quimioterapia baseada em fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano.

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A taxa de resposta na coorte de 119 pacientes foi de 55%, com 3,4% de respostas completas. Já no subgrupo de 82 pacientes (subgrupo considerado pelo FDA para a aprovação anunciada), a taxa de resposta alcançada foi de 46%.  A duração mediana de resposta do subgrupo ainda não foi atingida, porém 89% das respostas apresentadas tiveram duração ≥ 6 meses, e 21% delas ≥ 12 meses.

No que concerne a segurança, 86% dos pacientes concluíram as 4 doses do tratamento combinado de nivolumabe + ipilimumabe, e a taxa de eventos adversos graves foi 47%, sendo que os mais frequentes foram colite, diarreia, eventos hepáticos, dor abdominal, insuficiência renal aguda, febre e desidratação.

As doses recomendadas para tratamento são: nivolumabe 3 mg/kg, associado a ipilimumabe 1 mg/kg, ambos EV a cada 3 semanas por 4 doses, seguidos de manutenção com nivolumabe 240 mg, EV a cada 2 semanas, até toxicidade limitante ou progressão de doença.

Segundo o Dr. Fábio Kater, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, “em relação aos dados atuais acerca da imunoterapia em câncer de cólon, tínhamos a aprovação prévia de pembrolizumabe baseado na coorte de 149 pacientes incluídos em cinco estudos (KEYNOTE-016, -164, -012, -028, e -158) que mostravam uma taxa de resposta nos pacientes iniciais de 40%. Do mesmo CheckMate-142, nivolumabe isolado proporciona taxa de resposta de 33%. É a primeira vez que uma combinação de imunoterápicos proporciona taxa de resposta da ordem de 55% em uma população que 73% dos pacientes já haviam recebido pelo menos duas linhas prévias de tratamento. Portanto, à luz dos achados e confrontando com dados paralelos, a combinação de nivolumabe e ipilimumabe deve ser considerada em pacientes com câncer de cólon metastático com alta frequência de instabilidade de microssatélite após a, ao menos, uma linha de tratamento.”

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida

 

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