Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Dicas

Dica – Linfadenopatia por silicone

Neste MOC-Dicas, apresentado pelo Dr. Antonio Carlos Buzaid, o tema abordado é linfadenopatia associada à rotura de prótese de silicone.

Para ilustrar a dica, Dr. Buzaid relata o caso de uma mulher com histórico de rotura de prótese de silicone bilateral que identificou 6 anos depois da rotura um nódulo na mama E em ultrassom de rotina. Exame de ressonância foi realizado e demonstrou também uma pequena alteração no esterno a E de 0,6 cm. BIRADS 4, indicando a necessidade de biópsia.

Biópsia da mama foi realizada e mostrou carcinoma ductal invasivo (CDI, GH2. RE 90%, RP 90%, HER-2 score 0; Ki67 5%). Relizou-se também ressonância específica do esterno e identificou-se aumento dos linfonodos da mamária interna bilateralmente. Os linfonods foram examinados em PET/CT, que demonstrou linfonodo proeminente na cadeia torácica interna D, de 0,6 cm, sem captação pelo FDG, o qual foi biopsiado sem evidência de doença. A pedido da paciente foi realizada adenomastectomia bilateral e iniciou-se tratamento com tamoxifeno adjuvante.

Pouco mais de 1 ano depois, a paciente apresentou quadro de infecção respiratória alta e foi solicitada tomografia de tórax pelo pneumologista consultado. O exame apresentou dados importantes: LFN supraclaviculares grosseiros E até 1,7 cm; LFN nas cadeias torácicas internas bilateralmente, até 1,4 cm.

Embora a hipótese favorecida fosse de adenopatia por silicone, foi realizada biópsia excisional para discernir se o quadro era de fato adenopatia por silicone ou metástase. O resultado revelou uma linfadenopatia por silicone bastante extensa sem nenhum sinal de neoplasia, típica reação inflamatória induzida pelo silicone.

A adenopatia associada à rotura de prótese de silicone pode lembrar bastante uma possível recorrência de doença. Segundo Dr. Buzaid, é importante nunca esquecer a possibilidade de adenopatia, pois se trata não só de uma realidade, mas também de um diferencial importante.

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