O anticorpo conjugado à droga trastuzumabe deruxtecana tem ganhado uma importância cada vez maior no tratamento de pacientes com câncer de mama metastático.1 Desde os estudos iniciais que demonstravam sua eficácia em cenários de doença com superexpressão de HER-2 refratária a terapia citotóxica,2 até os resultados avaliando pacientes com expressão de HER-2 baixa ou ultrabaixa sem exposição prévia à quimioterapia no cenário metastático,3 os resultados de estudos clínicos com a molécula vêm transformando a jornada terapêutica do câncer de mama avançado.
Neste sentido, o estudo DESTINY-Breast06 incluiu pacientes com câncer de mama metastático com expressão de receptores hormonais, divididas conforme expressão de HER-2: baixo (imunohistoquímica 1+ ou 2+ com hibridização in situ negativa) e ultrabaixo (imunohistoquímica 0 com mínima expressão detectável). As pacientes foram randomizadas para receber trastuzumabe deruxtecana ou quimioterapia à escolha do investigador. O estudo demonstrou benefício estatisticamente significativo em sobrevida livre de progressão para o braço tratado com trastuzumabe deruxtecana em comparação à quimioterapia padrão, com perfil de segurança consistente com dados previamente conhecidos do fármaco.3
Neste Vídeo-MOC, o Dr. Cristiano Resende, oncologista clínico da Oncoclínicas&Co, apresenta os principais dados sobre a incorporação de trastuzumabe deruxtecana neste cenário e participa de uma discussão sobre o sequenciamento terapêutico do câncer de mama avançado com anticorpos conjugados à droga sob a moderação da Dra. Debora de Melo Gagliato, oncologista clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Confira!
Bibliografia: