Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Vídeo-MOC

VOLUME 13 ● NÚMERO 21

PEMBROLIZUMABE EM CÂNCER DE ENDOMÉTRIO – ESTUDO KEYNOTE 158

A incorporação da medicina de precisão ao tratamento oncológico traz a possiblidade de uma importante mudança de paradigma no manejo de diversas neoplasias. No caso do câncer de endométrio, a classificação dos tumores nos subtipos POLE, hipermutado (MSI), baixo número de cópias (endometrióide MSS) ou alto número de cópias (seroso-like), conforme descritos pelo TCGA (The Cancer Genome Atlas),1 permite a estratificação prognóstica mais acurada desta doença, além de também auxiliar na decisão terapêutica.

Especificamente no caso da instabilidade de microssatélites (MSI), alteração presente em até aproximadamente um quarto das pacientes com câncer de endométrio, o impacto da pesquisa desta alteração carrega não apenas impactos prognóstico e terapêutico, como também permite avaliar a presença de alterações hereditárias relacionadas à síndrome de Lynch.2

Como parte da seleção terapêutica no câncer de endométrio recidivado com MSI, o estudo KEYNOTE-158 demonstrou o benefício do uso de pembrolizumabe em pacientes com doença avançada previamente tratada. A indicação de tratamento já está aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Com resultados bastante favoráveis, os dados mais recentes do estudo demonstram uma taxa de resposta de 48%, com duração do benefício de 68% aos 36 meses. Além disso, 37% das pacientes apresentavam-se vivas e livres de progressão aos 48 meses, dados estes claramente superiores em comparações indiretas com o uso de quimioterapia neste cenário.3

Veja neste Vídeo-MOC uma apresentação pela Dra. Graziela Zibetti Dal Molin, oncologista clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, sobre o racional para o uso de imunoterapia neste cenário e os resultados completos do estudo KEYNOTE-158, seguidos de uma discussão com o Dr. Antonio C. Buzaid, editor do MOC.

 

Apoio:

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Referências:

  1. Nature. 2013 May 2;497(7447):67-73.
  2. SGO Clinical Practice Statement: Screening for Lynch Syndrome in Endometrial Cancer. Disponível em: www.sgo.org/clinical-practice/guidelines/screening-for-lynch-syndrome-in-endometrial-cancer/2014.
  3. Annals of Oncology (2021) 32 (suppl_5): S725-S772.

 

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