Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Vídeo-MOC

VOLUME 09 ● NÚMERO 14

OLARATUMABE NO TRATAMENTO DE SARCOMAS DE PARTES MOLES METASTÁTICOS

Não perca o Vídeo-MOC Volume 09, Número 14 que fala sobre o uso de olaratumabe no tratamento de sarcomas de partes moles metastáticos, droga promissora que chega para ficar no cenário desta doença rara e com avanços limitados há décadas.

Com participação do Dr. Rafael Schmerling, membro titular do centro de oncologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e moderação do Dr. Antonio Carlos Buzaid, a apresentação é iniciada com uma revisão geral sobre sarcomas, passando por conceitos importantes, como, raridade da doença (1% das neoplasias malignas do adulto), dificuldade diagnóstica, variação de tipos de sarcomas, grau histológico e tentativas de agrupamento desses tumores no sentido de identificar similaridade e então direcionar drogas para cada grupo.

Depois, Dr. Rafael Schmerling discorre sobre a doença metastática e ressalta novamente a raridade da doença, a pouca familiaridade por parte dos médicos e o diagnóstico tardio, o que acaba por limitar os resultados do tratamento bem como o número e frequência de estudos.

A apresentação segue com uma explanação sobre o processo de desenvolvimento de drogas para sarcomas nos últimos anos e coloca em perspectiva importantes estudos que compararam doxorrubicina (droga padrão para o tratamento de sarcomas) isolada ou combinada com outras medicações.

Por fim, é colocado em perspectiva o estudo de fase II que foi a base para a aprovação de olaratumabe em diversos países. O estudo randomizou 133 pacientes com sarcomas de partes moles localmente avançados ou metastáticos para receberem o tratamento padrão com doxorrubucina isolada versus doxorrubucina + olaratumabe. Foi permitida a inclusão de pacientes submetidos a tratamento anterior desde que não tivessem recebido antracíclico. Nessa análise, o estudo atingiu o seu desfecho principal com ganho de 2,5 meses de sobrevida livre de progressão no tratamento com a combinação em relação à doxorrubucina isolada. Houve ganho também em taxa de resposta objetiva (da ordem de 18% versus 11%), além de benefício expressivo em sobrevida global (da ordem de 11,8 meses). Com relação à toxicidade, observou-se aumento de frequência de eventos adversos, como, dores musculoesqueléticas, neutropenia febril e toxicidade cardíaca, mas sem representação de risco para os pacientes ou necessidade de descontinuação do tratamento com a combinação.

 “Vamos precisar esperar mais dados. A expectativa é que o estudo de fase III já em andamento consiga nos dar um direcionamento, mas nesse momento, qualquer paciente é elegível para olaratumabe, explica Dr. Rafael Schmerling, que segue ressaltando a importância do uso de dexrazoxane para proteção cardíaca e prolongação do uso de doxorrubicina com segurança.

Publicado em 12/11/2018.

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