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Combinação de quimioterapia e imunoterapia aprovada no Brasil para tratamento do câncer de pulmão avançado

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Foi publicado pelo Diário Oficial da União neste 11 de junho de 2018 a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do uso combinado de imunoterapia com quimioterapia para tratamento do câncer de pulmão metastático no Brasil.

Esta aprovação de tratamento baseia-se nos dados do estudo de fase III Keynote-189, que randomizou 616 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado ou metastático de histologia não escamosa para tratamento de primeira linha com quimioterapia baseada em platina (cisplatina ou carboplatina) concomitantes a pemetrexede, associados ou não ao anticorpo monoclonal anti-PD1 pembrolizumabe. Vale ressaltar que os pacientes eram incluídos nos estudo independente da expressão de PD-L1, e foram excluídos aqueles com mutação de sensibilidade do EGFR ou translocação de ALK.

Com seguimento mediano de 10,5 meses, o estudo atingiu seus objetivos primários, demonstrando ganhos estatisticamente significativos em sobrevida livre de progressão (medianas de 4,9 versus 8,8 meses, com HR 0,52 e p<0,001) e sobrevida global (medianas de 11,3 meses versus não alcançada no grupo que recebeu pembrolizumabe, com HR 0,49 e p<0,001). A associação de imunoterapia não impactou muito nas toxidades, com a taxa de eventos adversos graus ≥3 de 65,8% versus 67,2%, este último com a combinação. Entretanto a taxa de lesão renal aguda foi superior no grupo tratado com a combinação de quimioterapia e pembrolizumabe (5,2% versus 0,5%).

Segundo o Dr. William William, oncologista e diretor médico da Oncologia Clínica e Hematologia do Centro Oncológico da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, “a combinação de platina, pemetrexede e pembrolizumabe já havia sido aprovada nos Estados Unidos com base em um estudo menor de fase II, o Keynote-21G. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a aprovar a combinação de quimioterapia com pembrolizumabe tendo como base em um estudo de fase III robusto, o Keynote-189. Esta nova estratégia de tratamento representa um avanço significativo para os nossos pacientes, e a imunoterapia cada vez mais vem ocupando espaço primordial no tratamento de primeira linha do câncer de pulmão células não pequenas.”

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida.

 

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