Editores da série MOC: Antonio Carlos Buzaid - Fernando Cotait Maluf - William Nassib William Jr. - Carlos H. Barrios

Editor-convidado: Caio Max S. Rocha Lima

Estômago

TAS-102 é aprovado para o tratamento do câncer de estômago avançado nos EUA

Em 25 de fevereiro de 2019, o FDA (Federal Drug Administration) aprovou o uso do quimioterápico oral TAS-102 (trifluridina/tipiracil) para o tratamento do câncer gástrico ou da junção gastroesofágica (JGE) avançado. O TAS-102 já era aprovado para tratamento de câncer colorretal avançado nos EUA, baseado nos resultados do estudo RECOURSE.

O câncer de estômago representa cerca de 1,5% dos casos novos de câncer na população americana e é responsável por cerca de 11.000 óbitos anualmente. Dentre os casos com diagnóstico em fase avançada, apenas 5% sobrevivem por mais de cinco anos.

O regime aprovado foi avaliado no estudo internacional de fase III TAGS, que randomizou 507 pacientes de 17 países com adenocarcinoma de estômago (71%) ou JGE (29%) metastáticos que apresentaram progressão a dois ou mais regimes quimioterápicos prévios para receberem TAS-102 ou placebo, numa razão de 2:1. Com um seguimento mediano de 10,7 meses, o tratamento com TAS-102 promoveu benefício em sobrevida global, objetivo principal do estudo, com mediana de 5,7 versus 3,6 meses (HR=0,69; IC de 95%: 0,56-0,85; p=0,00058). A taxa de controle de doença nos pacientes que receberam tratamento com TAS-102 foi de 44%, com taxa de resposta de 4%. Houve ainda melhora na sobrevida livre de progressão no grupo que recebeu TAS-102 (HR=0,57; IC de 95%: 0,47-0,70; p<0,0001). Cerca de 80% dos pacientes que receberam a droga apresentaram eventos adversos de grau 3 ou superior, principalmente eventos adversos hematológicos: neutropenia, anemia e leucopenia.

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Conforme ressalta o Dr. Lucas V. dos Santos, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, “os pacientes com gastrectomia prévia apresentaram mais eventos adversos hematológicos do que aqueles sem tratamento cirúrgico prévio, entretanto sem incremento na taxa de descontinuação do tratamento. Além disso, o benefício em sobrevida global ocorreu em ambas as subpopulações, com ou sem gastrectomia prévia”.

Desta forma, o TAS-102 incrementa o arsenal terapêutico para pacientes com adenocarcinoma do estômago e da transição gastroesofageana”, conclui Dr. Lucas.

Por Dr. Daniel Vargas P. de Almeida

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